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O que (não) dizer a pessoas com doenças graves

Aos 21 anos, o então estudante de física Stephen Hawking recebeu o diagnóstico: ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença sem cura que reduz a funcionalidade dos músculos. Isolou-se, entrou em depressão e se recusou a sair do quarto. Jane, que viria a se tornar esposa do britânico mais tarde, o confortou. Fez com que ele encontrasse forças para lidar com a situação. E provou que o carinho e a sensibilidade podem auxiliar o paciente, a família e os amigos a lidar com a situação.

Mas saber o que fazer – ou falar – em um momento de dor profunda de um familiar ou amigo é, por vezes, um desafio. “A pessoa perde o chão”, resume a assistente social Cecília Helena de Moura Campos, da Abrela (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica). Um gesto ou palavra pode ajudar na mesma medida que atrapalhar.

Não falar, mas escutar foi a forma que o empresário Arnaldo Pereira Aranha, 51 anos, encontrou para ouvir que o irmão estava com ELA, 12 anos atrás. “Ele contou por alto”, lembra. Não o encheu de perguntas – mesmo sem saber muito bem o que era a doença – mas foi, aos poucos, pesquisando.

Descobriu que a Abrela oferecia encontros para familiares e decidiu participar. Lá, aprendeu como segurar uma pessoa com ELA, o que fazer para colocá-la no carro, de que forma levantá-la. “Não trato meu irmão como um bibelô”, resume. E complementa: “Mas faço de tudo para que ele fique feliz”.

Conheça, a seguir, o que falar ou fazer quando uma pessoa querida tem o diagnóstico de uma doença sem cura.

Aja naturalmente

O que Arnaldo faz – não toma a frente do irmão, quando ele mesmo é capaz de fazer algo – é uma das formas de auxiliar. Algumas doenças neurodegenerativas vão afetar, durante sua progressão, a capacidade cognitiva. Até lá, é sempre bom respeitar a opinião e os desejos do paciente, tratando-o com respeito e não infantilizando (“já tomou o remedinho?) ou vitimizando (“coitado, que triste passar por algo assim”).

Esteja pronto para ouvir

Doença, doença, doença. É tudo o que vai ocupar a mente do paciente por algum tempo. Dê abertura para que a pessoa fale, desabafe, chore. E, se houver silêncio, basta respeitá-lo. Algumas vezes, é preciso dar espaço para que o outro consiga falar no momento certo.

Esteja pronto para agir

Conseguir atendimento especializado pode ser uma via-crúcis – desgastante e demorada. Se puder, ofereça apoio ou mobilize um grupo para que vocês, juntos, possam dar conta da tarefa. Na dúvida, busque associações de familiares ou pacientes, que têm orientações preciosas para lidar com recusas de planos de saúde, falta de vagas em instituições e fornecimento de equipamentos necessários com a progressão da doença.

Respeite os limites do outro

“Tenha mais vontade” ou “não faça corpo mole” não são, nem de longe, os melhores conselhos. O paciente pode estar cansado ou ter algum sintoma da doença que impeça de andar mais rápido, por exemplo. O melhor a fazer, explica a assistente social, é buscar informação sobre a doença. E em uma fonte segura – associação de pacientes ou de familiares, instituição de ensino ou médicos e hospitais –, não na primeira página que aparecer em sua busca no Google.

Coloque seus limites

Mas é preciso se respeitar também. Os irmãos Arnaldo e João fazem compras juntos. Enquanto o primeiro pega os produtos, o segundo fica com o carrinho de compras. Há vezes em que João toma a dianteira para pegar os itens, enquanto o irmão mais novo está um pouco mais distante. “Você sabe como alguém com ELA cai? Como se fosse um tronco de madeira”, exalta-se. “Fico morrendo de medo.”

Arnaldo conta que os dois são transparentes um com o outro. E que, nessas situações, já chamou a atenção. “Ele riu e disse: ‘Aí, você me levanta’.” Também adotou na estratégia de deixá-lo esperando no balcão do açougue, por exemplo.

“Quero fazer os momentos dele comigo os mais felizes possível”

Seja positivo

Mazelas no dia a dia, quem não as tem? Mas repassá-las todas num bate-papo só vai fazer a pessoa diagnosticada com uma doença sem cura se sentir pior. O empresário, por exemplo, apesar de ter uma boa relação com o irmão, evita temas que possam deixá-lo preocupado. Também abusa do bom humor. “Ele ri muito comigo. Quero fazer os momentos dele comigo os mais felizes possível.”

Fonte: institutomongeralaegon.org

Voltar ao mercado de trabalho depois dos 50 anos é possível

Se você está procurando emprego atualmente, ou em algum momento da sua vida precisou buscar uma recolocação profissional, sabe que a maioria das vagas de emprego no mercado de trabalho é destinada a pessoas com idade entre 18 e 55 anos. Sendo assim, como voltar ao mercado de trabalho depois dos 50?

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 16 milhões de brasileiros estão na faixa dos 65 anos ou mais. Desse montante, somente 137,6 mil idosos ocupam vagas formais no mercado de trabalho. O número representa 0,3% dos 48 milhões de trabalhadores formais na economia brasileira naquele ano.

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015, entre as cidades com maior número de trabalhadores nessa faixa etária estão São Paulo (15.756), Rio de Janeiro (10.935), Belo Horizonte (3.652), Brasília (3.508), Fortaleza (3.116), Salvador (3.072), Porto Alegre (3.011), Curitiba (2.957), Recife (2.873) e Belém (1.897).

Contudo, alguns fatores vêm causando uma alteração bastante positiva neste cenário para quem tem mais de 50 anos. O aumento da expectativa de vida com qualidade se destaca como o principal deles e tem levado uma boa parte da população antes considerada idosa e improdutiva a buscar formas de atualização e de retorno ao mercado de trabalho.

Para isso, empresas desenvolveram programas de inclusão, destinando parte das vagas a trabalhadores com mais de 60 anos. O objetivo é usufruir da experiência dessa força de trabalho que cada vez mais se mostra disposta, atuante e comprometida com os ideais das empresas.

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, desde sua fundação em 2016, disponibiliza aos seus membros auxílio para recolocação profissional. São vários serviços oferecidos gratuitamente como avaliação curricular por consultores especializados, dicas de especialistas para você remodelar seu currículo e se dar bem nas entrevistas de emprego, além de posicionamento nos principais bancos de currículo do país.

Os interessados devem ter mais de 50 anos de idade. Clique aqui e cadastre-se gratuitamente!

Fonte: institutomongeralaegon.org

Irmãos podem ter realmente direito a pensão por morte no INSS? Especialista explica!

Tem um grupo de pessoas que mesmo sem contribuir são beneficiárias do INSS: os dependentes. Pode ser o marido, a esposa, um companheiro ou companheira, pai, mãe, enteado e até um irmão. É isso mesmo. Os irmãos também podem ser dependentes na Previdência Social.

Quem são os dependentes na Previdência Social?

São os beneficiários que dependem economicamente do segurado, indicados por lei. Saiba como provar a dependência econômica.

Os irmãos, na ausência de cônjuges, companheiros, filhos e pais, são beneficiários do segurado e têm direitos como pensão por morte e auxílio reclusão. O enteado e o menor tutelado também podem ter direitos.

O que os irmãos têm que comprovar para ter direito ao benefício?

Primeiro tem que provar a dependência econômica. Depois que tem menos de 21 anos ou, se tiver mais, que é inválido.

Eu participei de uma ação social no sertão da Bahia e lá eu visitei uma casa de repouso de idosos.
Ajudamos várias pessoas e uma delas, já acamada, tinha acabado de perder uma irmã, que era aposentada.

Ambas estavam nesta casa de repouso financiadas pela aposentadoria de uma das irmãs, ou seja, uma era dependente da outra.

Orientei: procure o INSS e solicite a pensão por morte. Três meses depois recebi a notícia que estava recebendo a pensão por morte da irmã falecida.

O irmão adotivo também tem direito à pensão por morte?

A lei não discrimina. Pode ser irmão de sangue ou adotivo.

Qual será o valor do benefício?

O valor da pensão por morte é exatamente o valor da aposentadoria do segurado que faleceu (100%).

Nunca será inferior ao salário mínimo e também não pode ultrapassar o teto do INSS. Em casos de previdências próprias o valor pode superar este limite.

Em todos os casos ainda tem o abono anual (13º).

E como a pessoa pode solicitar este benefício e quais documentos são necessários?

É simples. Basta agendar pelo site ou pelo telefone 135 do INSS ou ainda ir ao Instituto de Previdência do Estado, do município ou da União se o segurado falecido for um servidor público.

Tem que levar os documentos pessoais do segurado falecido e do dependente e, se for maior de 21 anos de idade, tem que levar um laudo médico comprovando a incapacidade.

Ter também testemunhas que saibam desta situação de dependência pode ajudar.

Qual é o prazo para solicitar a pensão por morte na Previdência Social?

Pode ser requerida a qualquer tempo. Se o requerimento for feito até 90 dias depois do falecimento, o benefício será pago desde a data do óbito, mas se ultrapassar 90 dias, o benefício começará a ser pago a partir do momento que for requerido.

Para menores e pessoas com deficiência mental o pagamento do benefício sempre será retroativo à data do óbito, mas a Previdência nunca paga mais de cinco anos de prestações atrasadas.

Caso o INSS não conceder o benefício, qual é o caminho que o dependente deve seguir para assegurar o seu direito?

Todas as pessoas que se sentirem lesadas ou insatisfeitas com a decisão da Previdência Social podem fazer um recurso na própria Previdência, mas também podem recorrer na Justiça.

Fonte: g1 globo | amo Direito

Empréstimo RMC, bancos são acusados de enganar aposentados e pensionistas.

A Coordenação Nacional de Aposentados, Pensionista e Idoso, do Instituto Social, Ambiental e Desenvolvimento Sustentável para combater ilegalidades e reparar danos a aposentados e pensionistas que contrataram cartões de crédito com reserva de margem consignável (RMC) acreditando terem celebrado um empréstimo consignado. O equívoco gerou sérios prejuízos financeiros ao consumidor.

 

E o que é essa tal de reserva de margem consignável, o chamado RMC? Ocorre que muitas vezes, em uma necessidade, o beneficiário vai ao banco ou em empresa conveniada contratar o referido empréstimo e surpreende-se com a notícia que não pode utilizar os 30% que a lei lhe permite, apenas 20%, pois 10% estão reservados para a tal “Reserva de Margem Consignável”, e poucos sabem explicar o que de fato é isso!

 

Funciona assim: Se alguma vez o aposentado/pensionista fez um empréstimo, mesmo que há 10 anos, ele assina um contrato e quase sempre consta lá, escondido, uma cláusula mencionando que 10% da margem ficará restrita para possível contratação de cartão de crédito, ou seja, para pagamento da fatura! Não contentes a empresa ainda envia o cartão para sua casa, ou pior: vem “escondido” no cartão de débito do beneficiário (aquele que ele usa apenas para sacar o benefício).

 

Inicialmente, foram registradas reclamações de consumidores relatando haver realizado um empréstimo consignado e que, apesar de longos anos de pagamento, as parcelas não cessavam.

 

Ao buscar respostas o Instituto ISADS tomou conhecimento de que em verdade os reclamantes não haviam celebrado um empréstimo consignado, mas um cartão de crédito com reserva de margem consignável.

 

Embora, em ambos os tipos de contrato, seja possível a obtenção de empréstimo, no caso do consignado a taxa de juros é, normalmente, a metade da aplicada no cartão de crédito com reserva de margem.

 

As diferenças, porém, não esbarram aí. No consignado, o cliente efetua o empréstimo já com data certa para início e término das parcelas; ao passo que no cartão de crédito com reserva de margem não há data limite para o término do pagamento e os juros duas vezes maiores.

 

Além disso, o fato de os descontos em razão da obtenção de empréstimo por meio do cartão, ser efetuados diretamente no contracheque do consumidor o induz a acreditar que fez um consignado como outro qualquer. Como as parcelas são baixas (o desconto somente alcança 10% da remuneração do servidor, aposentado ou pensionista), ele somente se dará conta do mal negócio que fez quando perceber, após longos anos, que já pagou três ou quatro vezes o valor solicitado e não há previsão para o término das parcelas.

Entenda como funciona a prática

 

O cliente busca o representante do banco com a finalidade de obtenção de empréstimo consignado e a instituição financeira, nitidamente, ludibriando o consumidor, realiza outra operação: a contratação de cartão de crédito com RMC.

 

Na sua folha de pagamento será descontado apenas o correspondente a 6% do valor obtido por empréstimo e o restante desse valor e mais os acréscimos é enviado para pagamento sob a forma de fatura que chega mensalmente à casa do consumidor.

 

Se este pagar integralmente o valor da fatura, que é o próprio valor do empréstimo, estará quitada a dívida; se, entretanto, como ocorre em quase todos os casos, o pagamento se restringir ao desconto consignado no contracheque (6% apenas do total devido), sobre a diferença não paga, isto é, 94% do valor devido, incidirão juros que são duas vezes mais caros que no empréstimo consignado normal.

 

Na prática, todos os meses em que a fatura não é paga em sua integralidade ocorre novo empréstimo e incidem juros sobre juros.

 

Se o senhor ou a senhora foi similarmente vítima e sentiu-se lesado, procure o Instituto ISADS para mais informações.

 

Entre em contato conosco nos seguintes telefones:

(84) 2010-1865

(84) 2010-1869

 

Ou dirija-se ao endereço:

Rua Ascenso Ferreira, 1940, Candelária, Natal-RN, CEP: 59064-530.

Não se prorroga pensão por morte a filho maior de 21 anos por ser universitário

É indevida a continuidade do pagamento de pensão por morte ao filho maior de 21 anos pelo fato de ser estudante universitário, já que, na legislação que rege o tema, não há qualquer previsão para a extensão do benefício até os 24 anos para aqueles que estiverem cursando o ensino superior.

Com base nesse entendimento, a Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu, por unanimidade, confirmar a sentença que negou o pedido de T.O. de que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantivesse o pagamento do benefício previdenciário de pensão por morte que vinha recebendo até que completasse 24 anos de idade ou até que concluísse o curso universitário.

Em 1ª Instância, a decisão foi no sentido de que não há como prosperar o direito da autora, uma vez que a legislação previdenciária é clara quando determina que o pagamento do benefício da pensão por morte ao filho deve cessar quando este completa 21 anos de idade, não fazendo ressalvas a “universitário até completar 24 anos de idade”.

A autora recorreu ao Tribunal, argumentando que “é notória sua dependência econômica em relação à pensão, uma vez que todas as suas despesas são pagas com os recursos dela provenientes, vez que reside na República da Universidade, o horário de seu curso é integral e necessita custear alimentação, vestuário, produtos de higiene pessoal, entre outros”.

Entretanto, também no TRF2, o resultado se manteve. O relator do processo, desembargador federal Antonio Ivan Athié, ressaltou que “para fins previdenciários, o artigo 16 da Lei 8.213/91, aplicável ao presente caso, lista quem são os dependentes dos segurados, e no inciso I estabelece como dependente o filho menor de 21 anos ou inválido, e não o estudante universitário até 24 anos”.

O magistrado finalizou seu voto destacando entendimento da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) que, ao formular seu Enunciado nº 37, decidiu no mesmo sentido: “A pensão por morte, devida ao filho até os 21 anos de idade, não se prorroga pela pendência de curso universitário.”

Processo: 0109185-76.2015.4.02.5101