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Aposentadoria: por que os brasileiros não estão preocupados?

Por que os brasileiros se sentem mais bem preparados para a aposentadoria do que os trabalhadores de outros países? A Pesquisa Aegon de Preparo para a Aposentadoria 2018, lançada recentemente no Brasil pelo Instituto de Longevidade, realizou um estudo de caso para tentar entender a realidade brasileira e responder essa questão, já que, desde que se juntou à Pesquisa, em 2014, o Brasil consistentemente apareceu entre os três maiores pontuadores neste quesito.

Primeiramente é necessário entender o Sistema de Seguridade Social brasileiro. Considerado um dos mais generosos do mundo, ele permite que pessoas se tornam elegíveis para reivindicar um benefício, quer seja com base em anos de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para as mulheres, sem idade mínima requerida), quer seja ao alcançar uma certa idade, com um mínimo de 180 meses de contribuição (65 anos de idade para os homens e 60 anos de idade para as mulheres). Além disso, a possibilidade de acumular benefícios vitalícios na sua totalidade, sem qualquer limitação, colabora com tamanha generosidade.

Aproximadamente 8% da população do Brasil é de pessoas com mais de 60 anos, mas as despesas previdenciárias são da ordem de 12% do PIB do país. Em comparação, a Alemanha, a Espanha e a Grécia têm níveis de despesa semelhantes, mas os cidadãos mais velhos representam cerca de 25% das populações totais destes países.

Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração do Grupo Mongeral Aegon, destaca que, para a maioria dos trabalhadores no país, “não haverá uma perda financeira significativa na substituição do salário de trabalho pelos benefícios de aposentadoria do governo”.

Os números comprovam a visão de Molina. Atualmente, o sistema de aposentadoria da Seguridade Social paga benefícios individuais num valor máximo mensal de R$ 5,6 mil. O valor médio real de benefícios de aposentadoria (com base na escolha de ‘anos de contribuição’) é de R$ 2 mil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média mensal real dos trabalhadores é R$ 2,2 mil.

Outro fator que muito contribui para a visão otimista dos brasileiros é que o povo ainda se entende como um país jovem e pensa que o futuro é algo muito distante. A população envelheceu e a pirâmide etária, aos poucos, vem alterando seu formato, diminuindo sua base ao passo em que aumenta o seu topo.

Um dos mais respeitados especialistas em previdência do país, o economista Paulo Tafner acrescenta que o Brasil tinha 8,4 trabalhadores ativos para cada pensionista no ano 2000. Até 2030, esta proporção será de 4 trabalhadores ativos para cada pensionista. Em 2060, a previsão é que caia para apenas 2.

O sistema previdenciário público no Brasil é um sistema do tipo “pay-as-you-go”, o que significa que há uma necessidade urgente de reforma e ganhos de produtividade na força de trabalho para que os futuros trabalhadores gerem renda suficiente – e contribuições suficientes – para apoiar futuros aposentados.

No livro Trópicos Utópicos, o economista e filósofo brasileiro Eduardo Giannetti destaca a utopia dos brasileiros como uma característica bem marcante. “Independentemente de viver e ganhar seu sustento em condições precárias, a maioria dos brasileiros se considera feliz e satisfeita com a vida”, comenta Giannetti.

O “jeitinho brasileiro” também apareceu no estudo de caso como um traço cultural bastante marcante na sociedade brasileira. A improvisação para resolver problemas, geralmente de forma bastante criativa pela falta de recursos, leva ao não uso de procedimentos ou técnicas previamente estipuladas. O lado positivo é que essa tendência pode inspirar – e inspira – a criatividade do povo.

Segundo o estudo, a combinação de um generoso sistema de Seguridade Social e a percepção do brasileiro de se identificar como pertencente a um país jovem, com uma atitude confiante, ajudam a explicar por que os trabalhadores se sentem tão otimistas sobre a sua aposentadoria.

Por outro lado, o estudo chama para uma importante reflexão: tamanha criatividade pode traduzir-se na falta de planejamento e no erro comum de entendimento que “tudo vai dar certo no último minuto?”

Fonte: institutomongeralaegon.org

Dormir pouco pode causar danos à saúde de idosos, confirma estudo

Deus ajuda quem cedo madruga. Você provavelmente já ouviu esse ditado algumas vezes. Outro que você também provavelmente já deve ter escutado é que “Deus protege os idosos e as crianças”. Se juntarmos as duas, poderemos até desenvolver um novo sofisma: Se Deus ajuda a quem cedo madruga e se Ele protege os idosos, logo, quanto mais idoso você for, mais cedo você acordará.

Brincadeiras à parte, o fato de que as pessoas com mais idade passam menos horas dormindo é uma realidade que todos nós conhecemos.

Intrigados com isso, um grupo de cientistas americanos resolveu analisar diversos estudos sobre o assunto e concluiu que, ao envelhecermos, perdemos gradualmente a capacidade de ter um sono profundo, contínuo e restaurador. Até aí, nenhuma novidade.

O problema está na segunda parte do novo estudo, que traz as consequências dessas horas a menos de sono. Publicado em abril de 2017 na revista Neuron, o texto afirma que não é apenas o sono que muda com o envelhecimento, mas o processo de envelhecimento também muda de acordo com o sono de uma pessoa. Como resultado teremos o surgimento de problemas físicos e mentais que aceleram ainda mais o envelhecimento, como um círculo vicioso.

Diretor do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo, Matthew Walker afirma que um dos principais problemas ligados ao envelhecimento e agravados pela perda do sono é a demência.

Segundo o diretor, cada uma das principais doenças que estão causando mortes nos países desenvolvidos – como diabetes, obesidade, Alzheimer e câncer -, tem uma forte relação causal com a falta de sono. E que, à medida que ficamos mais velhos, a probabilidade de todas essas doenças aumentam consideravelmente.

“Às vezes, o paciente necessita de uma quantidade menor de sono para descansar e acorda bem. Essa quantidade é individual, subjetiva”

“Insônia é uma queixa muito comum e fica mais frequente ainda entre os pacientes idosos”, relata a neurologista Thaiz Fernandes, do Hospital Estadual Getulio Vargas. Ela explica que é necessário entender que a arquitetura do sono muda com o tempo, o que é confirmado nos exames de Polissonografia Noturna. “As fases de sono mais profundo, que são as fases 3 e 4, têm uma duração menor no idoso e também são mais comuns os microdespertares”, comenta a especialista.

Porém, mais que a quantidade de horas, é a qualidade desse sono que importa, ressalta Thaiz. “Às vezes, o paciente necessita de uma quantidade menor de sono para descansar e acorda bem. Essa quantidade é individual, subjetiva”, pontua.

Walker afirma que a perda do sono entre os idosos ocorre, não por uma menor necessidade de descanso, mas por uma lenta degradação dos neurônios e circuitos localizados nas áreas que regulam o sono, o que leva a um tempo cada vez menor nos estágios do chamado sono não REM.

Os estágios do sono

O sono é um estado transitório e reversível, que se alterna com a vigília (estado desperto). É dividido em dois estados distintos: o sono não REM, mais lento, e o sono REM, com atividade cerebral mais rápida (a sigla REM, em inglês, significa movimentos rápidos dos olhos).

Normalmente, o sono não REM acontece na primeira parte da noite, enquanto o REM é predominante na segunda parte. Contudo, os dois estados se alternam ciclicamente ao longo da noite, repetindo-se a cada 70 a 110 minutos, com 4 a 6 ciclos por noite. A distribuição desses estados pode ser alterada por fatores como idade, ritmo circadiano, temperatura ambiente, ingestão de drogas ou por determinadas doenças.

Tratamentos possíveis

Thaiz explica que existem dois tipos de tratamentos indicados: os farmacológicos e os não farmacológicos. “Primeiramente, é necessária uma avaliação médica para saber se a insônia é primária (isolada) ou secundária (clínica ou psiquiátrica). Feito isso, podemos definir se será um tratamento farmacológico, em que fazemos uso de medicamentos para melhorar a qualidade do sono, ou não farmacológicos, que consistirá em uma mudança de comportamento e algumas medidas de orientação”, destaca.

Veja abaixo algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono:

  • Ter horários regulares para dormir e despertar;
  • Ir para a cama somente na hora dormir;
  • Ter um ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável;
  • Não fazer uso de álcool ou café, determinados chás e refrigerantes próximo ao horário de dormir;
  • Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica;
  • Evitar pequenos cochilos ao longo do dia;
  • Jantar moderadamente em horário regular e adequado;
  • Não levar problemas para a cama;
  • Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono.

Cientistas brasileiros realizam pesquisa semelhante

Em 2014, uma equipe de cientistas do Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também desenvolveu um estudo sobre o tema, chegando a conclusões semelhantes. Publicado no mesmo ano na revista Sleep Medicine, o estudo reuniu mais de mil pessoas moradoras da cidade de São Paulo.

Professor de Biologia e Medicina do Sono na Unifesp e um dos autores do estudo, o geriatra Ronaldo Piovezan explica que o estágio mais profundo do sono não REM é fundamental para a recuperação corporal por ser onde ocorre a liberação de alguns hormônios. Um deles é o do crescimento, muito importante para a regulação do funcionamento muscular. A perda do sono, argumenta o especialista, pode então estar ligada à perda de massa muscular na velhice, o que pode levar à dificuldade de locomoção e aumentar o risco de quedas.

Thaiz lembra que alguns estudos afirmam que a prática de atividades físicas ajudam na qualidade do sono. Porém, praticar exercícios à noite, perto do horário de dormir, pode prejudicar a qualidade do sono.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Eleitores idosos vão escolher os próximos governantes

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As próximas eleições no Brasil serão decididas pelos idosos, e não por eleitores mais jovens, como sempre aconteceu. De acordo com uma reportagem publicada no jornal O Globo, os eleitores com 60 anos ou mais já representam 18,6% do total de votantes (27,3 milhões), enquanto que os jovens, com idade entre 16 e 24 anos, representam 15,3% dos eleitores (22,4 milhões).

O responsável pelos números apresentados pelo Globo é o demógrafo José Estáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. Alves, que utilizou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para seu estudo, acredita que a diferença entre os dois grupos – de 5 milhões de votos – tem força para definir o resultado da próxima eleição.

Em sua avaliação, os eleitores idosos defendem o regime democrático e buscam um candidato capaz de conduzir a economia para a estabilidade, características que sugerem a escolha de um candidato que tenha uma posição central na atual dicotomia política.

Este é o primeiro ano em que o número de eleitores idosos supera o número de mais jovens. Frente a essa novidade, os candidatos terão que repensar suas plataformas de governo e desenvolver políticas voltadas ao público a partir dos 50 anos.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Cartões de crédito ganham novas regras de cobrança

Até hoje, os juros de cartões de crédito funcionaram da seguinte forma: o usuário que optava por pagar menos de 15% do valor total, o chamado pagamento mínimo, era enquadrado no crédito rotativo não regular, que cobra multa e juros de mora, mais uma taxa punitiva não padronizada. Já o usuário que pagava entre 16 e 99% da fatura, caía no rotativo regular, usufruindo de taxas mais baixas.

Mas uma reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) realizada ontem (26) decidiu extinguir de vez essa diferenciação, passando a valer apenas um tipo de crédito rotativo dos cartões de crédito. A medida foi tomada com base em uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e já passa a valer a partir de junho. Os bancos, agora, só poderão cobrar 2% de multa sobre a dívida total, mais juros de 1% ao mês em caso de inadimplência.

Outra medida anunciada ontem foi o fim da exigência do pagamento mínimo de 15% do valor total da fatura para que o cliente entre no rotativo. A partir de agora, caberá às instituições definir o percentual para pagamento mínimo a cada fatura, que poderá variar de acordo com o perfil do cliente ou com a política de juros da instituição.

Se o cliente optar por pagar um valor inferior ao total da fatura, o banco não poderá mais rolar a dívida nos meses seguintes, e o cliente terá que pagar o valor total ou parcelar a dívida em outra linha de crédito, com o juro mais barato.

O crédito rotativo segue limitado a 30 dias. Após esse período, o cliente precisa parcelar a dívida com a operadora do cartão.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Lei Seca endurece e aumenta tempo de prisão aos infratores

Entrou em vigor quinta-feira (19) a Lei 13.546/2017, que altera o texto do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e deixa a Lei Seca mais rigorosa ao prever o consumo de bebidas alcoólicas ou qualquer outra substância psicoativa como elemento de culpa nos casos de homicídio ou lesões graves ocorridos no trânsito.

A pena para esse crime, que era de detenção de dois e quatro anos, mais a suspensão ou cassação definitiva da carteira de habilitação, passou a ser de “reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor”.

No caso de lesão corporal grave ou gravíssima, a pena, antes de seis meses a dois anos de detenção, passou a ser de dois a cinco anos. A lei vale apenas para acidentes com vítimas, e não alteram os limites de álcool permitidos nem o valor da multa.

As alterações também mexeran na hipótese de fiança. O delegado, que antes podia arbitrá-la diretamente ao infrator, agora, após a prisão em flagrante, precisa encaminhar o acusado a uma audiência de custódia, quando então o juiz poderá falar em fiança, se preenchidos todos os requisitos legais.

A Lei foi aprovada em dezembro pela Câmara dos Deputados e entrou em vigor 120 dias após a sanção presidencial.

Fonte: institutomongeralaegon.org

É aposentado? Cuidado para não cair em nenhum destes golpes

Caso você tenha se aposentado com ‘algum’ no bolso, deve ter-se dado conta de que pessoas que até então nunca haviam se aproximado, agora passaram a tratá-lo com muita consideração.

Sobrinho ou amigo pode ter-lhe oferecido um negócio imperdível, já muito bem estudado, um negócio que daria retorno em não mais do que 14 meses. Você entraria com o dinheiro – sob alguma forma de garantia – e a pessoa entraria com o conhecimento. Enfim, o risco seria todo seu.

Gerente de conta, que desfilou seus melhores produtos e aplicações, mas só para clientes VIP como você, em cujo rol agora foi incluído. Haja bajulação. Alguém, simplesmente desejoso de botar a mão nesse dinheiro – o do acordo – proporá reformas em imóveis, pintura nova da casa, carro novo, um cruzeiro com a família.

Os olhos dos familiares passaram a brilhar mais e, no clube não terão faltado os especuladores. Os filhos quererão saber com quanto o pai saiu – pensando, é claro, na possibilidade de ir estudar fora – e a própria esposa vai querer – quase todas – tirar a barriga da miséria e fazer as compras tão sonhadas. Maridos folgados, então, vão folgar ainda mais.

Se você é mulher, também não faltarão as mesmas propostas, além das quais agora – na visão de suas irmãs e irmãos, filhas e que tais – você terá que estar mais com os seus pais e/ou com os seus netos, o que não podia antes, por conta do seu trabalho.

Por alguns meses, o aposentado endinheirado será tratado feito noivinha. Todo mundo querendo beijar e afagar seus ombros. Onde a pessoa terá aplicado o seu dinheiro e, quem sabe a compra de um imóvel, em prazo dilatado, não lhe garantiria maior ganho de capital? O mercado está para quem compra, neste momento e, à propósito, conheço alguém que está enforcado, vendendo um apartamento muito bem situado, a preço de banana. Como se banana fosse barato. Tempos passados.

A questão é que, quando o dinheiro sobra, a cobiça comparece e é necessário redobrar os cuidados. As mídias são pródigas em passar ad nauseam cenas de aposentados e velhinhos que são assaltados nas saidinhas.

Além dos golpes por telefone, que filho foi sequestrado, que sobrinho sofreu acidente e tudo o mais, o pior dos golpes é aquele desfechado no seio da família, por pessoas próximas a quem é difícil dizer não. Filhos, irmãos e cunhados. A cobiça não respeita idade nem posição ou ordem de nascença.

Difícil dizer não a um filho desempregado. Difícil dizer não a um filho drogado. Difícil dizer não a uma cunhada que vem sendo maltratada pelo marido. Difícil dizer não ao primo com quem foi criado e agora está sendo explorado pela ex, alguém da família que está com o nome sujo e o dramalhão está montado, sendo sobejamente encenado para amolecer o coração dos demais.

O mundo, inclusive o universo familiar, está saturado de oportunistas que, pelos mais diferentes motivos, querem fazer parte e abocanhar a colheita, sem porém terem participado do plantio. São os que não têm sorte. Os que não deram certo. A legião dos coitados. São hábeis pedintes e péssimos pagantes.

São tão bons em manipular a visão e os sentimentos alheios que, quem emprestou fica com vergonha de pedir de volta, porque a vergonha na cara que deveria ser deles, não é nem de longe trajada. Cheques sem fundo e empréstimos sem papel assinado. Tudo apalavrado. Cumprido por você, mas quando chega a vez deles pagarem de volta – e sem juros, porque teria sido sacanagem sua cobrar juros de um familiar – eles se afastam e você é quem vira o malvado da hora.

Por vezes tenho a impressão de que o mundo se divide em dois partidos: o dos credores e o dos bons pagadores. Cuidado. Ter dinheiro em mãos pode gerar a ilusão de que se tem a ‘obrigação’ de ajudar os outros. Ser mão aberta pode lhe custar muito caro lá na frente. Depois de se aposentar, você terá pelo menos 30 anos pela frente para viver.

Emprestar? Seja para quem for, somente com uma garantia executável. Documentos se prestam a isso e, consultar um bom advogado sai mais barato do que aquilo que você haverá de perder se negligenciar o seu dinheiro, que não aceita desaforos.

Empréstimo é negócio. Família é família, negócios à parte. Assinar contratos e reconhecer as firmas deixa feliz quem é do bem. Fazem cara feia e reclamam somente aqueles em quem não devemos nem podemos confiar. Cuidado!

Fonte: institutomongeralaegon.org

Sete dicas para melhorar a qualidade de vida do paciente com Parkinson

Os riscos de doenças crônicas, como a de Parkinson, aumentam progressivamente com a maior expectativa de vida da população. No mês de abril, existem duas datas para conscientizar a população sobre a doença: Dia Nacional do Parkinsoniano (4 de abril) e Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11 de abril). A doença, que afeta cerca de 200 mil brasileiros acima de 60 anos, ainda não possui medicações que impeçam sua evolução.

“Nestes casos, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento geriátrico e neurológico são fundamentais para manter a autonomia do idoso”, afirma o geriatra da Cora Residencial Senior, Rodrigo César Schiocchet da Costa.

Ele explica que é muito importante que os sintomas sejam diagnosticados logo no início, para que os tratamentos (com remédios e terapias não medicamentosas) possam amenizar os sintomas característicos da doença. “Lentidão motora, rigidez nas articulações, tremores e desequilíbrio são os principais sintomas, mas também há outros, como diminuição do olfato, alterações intestinais e problemas com o sono”, orienta o geriatra.

O que é

O Parkinson, descrito pela primeira vez em 1817 pelo médico inglês James Parkinson, é uma doença neurológica, progressiva e não tem cura. Costuma se manifestar por volta dos 60 ou 70 anos de idade e atinge o sistema nervoso central, afetando a movimentação muscular do idoso. É caracterizada pela lentidão nos movimentos, tremor que aparece principalmente quando a pessoa está em repouso, rigidez da musculatura e instabilidade da marcha.

Segundo a Associação Brasil Parkinson, trata-se de uma degeneração de células cerebrais que produzem a dopamina, uma substância responsável por conduzir as correntes nervosas (neurotransmissores) a todas as partes do corpo. Com a diminuição, ou até mesmo a falta dessa substância, os movimentos são afetados, fazendo com que a pessoa desenvolva o Mal de Parkinson.

Tratamento

Com um diagnóstico precoce, é possível que o indivíduo tenha qualidade de vida e consiga conviver com a doença por anos. São alguns os tipos de medicamentos que podem ser utilizados no tratamento, mas cada paciente precisa de um acompanhamento médico individualizado e regular, o que é fundamental.

Além disso, só tomar os remédios não é o suficiente. Faz-se necessária uma complementação com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, que são peças-chave na melhora da qualidade de vida dos portadores de Parkinson. “Além do tratamento clínico, também existem algumas cirurgias que minimizam os sintomas. Mas é preciso uma avaliação criteriosa para saber quem pode ou não se beneficiar com esse procedimento”, explica Costa.

“Hoje, vemos pacientes há 15 anos com Parkinson, o que antes não era comum. Isso ocorre porque os pacientes são mais bem conduzidos do ponto de vista médico”, avalia o geriatra. Ele explica que orientar a família em relação aos riscos e aos cuidados mais direcionados permite aumentar a sobrevida e a funcionalidade dos idosos. Assim, com exercícios e adaptações, o portador de Parkinson pode melhorar sua autonomia e preservar sua independência, mesmo com a evolução da doença.

Estratégias para o bem-estar

1 – Diagnóstico precoce

É importante que o diagnóstico seja feito na fase inicial, para que o médico tenha condições de orientar as mudanças no estilo de vida. Quanto mais cedo começar o tratamento com o idoso e a família, melhor será o controle da evolução da doença. Com as medicações introduzidas no momento certo, ela pode se tornar menos agressiva ao paciente.

2 – Apoio da família

A doença envolve toda a família e as pessoas que cuidam do idoso. Por isso, todos devem participar do tratamento para conhecer melhor o problema, aprender a lidar com ele, tirar dúvidas do dia a dia e, assim, contribuir para o bem-estar do paciente.

3 – Atenção multidisciplinar

O apoio de profissionais de várias áreas, junto com o tratamento medicamentoso específico, pode reduzir os sintomas. Além do médico, os cuidados de uma enfermeira; de um fonoaudiólogo, que consegue conciliar a melhora da fala e da deglutição; de fisioterapeutas e educadores físicos, que estimulam a parte motora; e de nutricionistas, que orientam a alimentação, melhoram o cotidiano do paciente.

4 – Vida social

O idoso deve ser estimulado também a participar das atividades sociais e a manter sempre o contato com os amigos. Essas relações são essenciais para a qualidade de vida.

5 – Controle dos sintomas

As medicações atenuam os sintomas da doença, mas é imprescindível um tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde que envolva exercícios e adaptações para melhorar a autonomia e preservar a independência do paciente.

6 – Risco de queda

É importante gerenciar o risco de queda, adaptando equipamentos e móveis na casa, pois é um grande risco para perda de funcionalidade no idoso.

7 – Saúde em dia

A prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais são muito importantes para envelhecer com saúde. Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol, respeitar o horário do sono, visitar o médico periodicamente e evitar o cigarro e álcool são medidas preventivas essenciais.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Cuidado: o mal do século 19 ainda ronda a sua porta

Considerada uma doença altamente contagiosa, a tuberculose é facilmente transmitida pelo ar, pela saliva ou através do contato direto com qualquer tipo de secreção corporal da pessoa infectada pelo Bacilo de Koch, bactéria causadora da doença.

Todos os anos, seis milhões de novos casos são registrados em todo o mundo, causando a morte de mais de um milhão de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a 17ª posição no total de casos da doença entre os 22 países responsáveis por 82% dos registros mundiais. São 4,7 mil brasileiros mortos a cada ano vítimas da tuberculose.

São muitas as personalidades em todo o mundo que morreram por causa da doença. Considerada o mal do século 19, a tuberculose levou embora nomes como Dom Pedro I, Castro Alves, Noel Rosa, Simón Bolívar, Frédéric Chopin, Franz Kafka e George Orwell.

Os números são tão alarmantes que a Organização Mundial da Saúde decidiu criar, em 1982, o Dia Internacional do Combate à Tuberculose, comemorado no próximo sábado, 24 de março. O objetivo da data é incentivar a promoção de políticas e ações de prevenção e combate à doença nos países ao longo de toda a semana.

Procure a unidade de saúde da sua região e verifique a programação deste ano.

Sintomas mais comuns

O diagnóstico da tuberculose nem sempre é fácil e os sintomas podem passar despercebidos, causando a demora na busca pelo tratamento médico. A consequência é o enfraquecimento do organismo e o agravamento dos quadros de saúde.

Em caso de tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, febre alta, dores na região do tórax, sensação de mal-estar, falta de ar, perda acentuada de peso, suor noturno e palidez, um médico pneumologista deve ser consultado. Alguns pacientes, no entanto, não apresentam sintomas, o que dificulta o tratamento.

O aumento do número de pessoas infectadas com o vírus da AIDS potencializou o surgimento de novos casos de tuberculose. A explicação é simples: o enfraquecimento do sistema imunológico da população soropositiva torna seus organismos mais propensos à contração do Bacilo de Koch.

Tratamento

Geralmente o problema é tratado com medicamentos antibióticos, com o paciente sendo submetido a cuidados rigorosos e constantes pelo período mínimo de seis meses, para evitar o risco de retorno com agravamento do quadro. Estatísticas mostram que grande parte dos pacientes infectados acaba largando o tratamento antes da sua finalização, por isso é muito importante o acompanhamento de um profissional da saúde durante todo o processo.

A doença, que afeta principalmente os pulmões, também pode se espalhar por ossos, cérebro, pele, rins e coluna vertebral.

Veja abaixo os tipos de tuberculose:

  • Tuberculose ocular: atinge primeiramente os pulmões e, posteriormente, o globo ocular. Considerada rara, essa tuberculose é mais comum entre indivíduos da raça negra e com as defesas imunológicas fracas, como soropositivas, diabéticas ou com câncer.
  • Tuberculose pleural: ataca a pleura, uma membrana do pulmão, e causa sintomas como dor na região do tórax, falta de ar e água na membrana pleural.
  • Tuberculose do peritônio: tipo mais raro da doença e também o mais grave, com alto índice de mortalidade. Seu diagnóstico é um dos mais difíceis, sendo necessária a realização de laparoscopia.
  • Tuberculose extrapulmonar: se espalha por outros órgãos do corpo, além dos pulmões.
  • Tuberculose ganglionar: mais comum entre pacientes infectados com o vírus HIV, este tipo de tuberculose ataca os gânglios do pescoço. Apesar de não causar dor, o crescimento dos linfonodos pode levar ao surgimento de fístulas na pele.
  • Tuberculose óssea: afeta a coluna vertebral, causando dores nas costas. Com o tempo, os sintomas pioram consideravelmente. Se não tratada corretamente, pode causar alterações no sistema neurológico e motor do corpo.
  • Tuberculose do coração: inflamação da membrana que envolve o coração, conhecida como pericárdio (pericardite), causando complicações em diversas partes do corpo.
  • Tuberculose urinária: possui sintomas bem semelhantes aos de uma infecção urinária, e o tratamento errado pode levar ao agravamento do problema, podendo chegar a um quadro de insuficiência renal.
  • Tuberculose cutânea: muito comum em países tropicais e com muita umidade, e entre indivíduos de baixa renda social ou imunodeprimidos. Atinge primeiramente o pulmão, posteriormente se espalhando para outros órgãos.
  • Tuberculose cerebral: exige atenção redobrada, pois o agravamento dessa tuberculose pode evoluir para uma meningite e tumores no sistema nervoso central.

Em qualquer um dos casos, evite a automedicação e procure um especialista.

Fonte: Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

10 conselhos para você mudar definitivamente os maus hábitos

Mudar alguns hábitos está ao alcance de todos. Para isso, são necessários dois ingredientes importantes: escolher uma mudança que seja coerente com sua escala de valores e treinar até que se torne um hábito.

A primeira diferença é o entendimento do que é um hábito, devem ser vistos do ponto de vista de identidade e não de performances, afinal seus hábitos fazem de você quem você é.

Você não tem um hábito de fazer aulas de hidroginástica, você não tem um hábito de escrever livros, você não tem um hábito de cozinhar refeições saudáveis.

Você tem o habito de se exercitar, você tem o hábito de escrever 2 páginas todos os dias, você tem o hábito de estudar jeitos de preparo de comidas que você gosta e é saudável Busque sempre por hábitos que desenvolvam a identidade da pessoa que performa tal hábito.

Todos nós sabemos a resposta de duas perguntas que podem mudar imediatamente nossa qualidade de vida.

Qual hábito teria maior impacto na minha vida se eu implementar na minha rotina?

Qual hábito teria maior impacto na minha vida se eu deixar de fazer?

Nada é “obrigatoriamente” para sempre, sequer o que se escolheu como hobby, profissão ou local de residência. A ideia de que podemos ser quem desejamos, praticar novos esportes, aprender outras culturas, experimentar todas as gastronomias, ter outros círculos de amigos… transforma uma vida parada em outra, rica em oportunidades e
variedade.

O cérebro é plástico. As pessoas evoluem, desejamos mudar, crescer interiormente, e estamos capacitados para isso. Ficaram para trás as teorias sobre a morte dos neurônios e os processos cognitivos degenerativos. Hoje sabemos que os neurônios geram novas conexões que permitem aprender sempre Evite que sua idade imponha limites, quando seu cérebro está preparado para tudo. A mente se renova constantemente graças à plasticidade neuronal.

Até pouco tempo, pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias. Otimismo demais! Um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que, para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.

Sinceramente, tanto faz se forem 21 ou 66! O interessante é que somos capazes de aprender, treinar e modificar o que desejarmos. O número de dias é relativo. Depende de fatores como insistência, perseverança, habilidades, das variáveis psicológicas da personalidade e do interesse. A mudança está em torno de dois meses e pouco. O que
são dois meses no ciclo de nossa vida? Nada. Esse tempo é necessário para sermos capazes de fazer a mudança que desejamos. E isso nos torna livres e poderosos.

Dez conselhos para começar o que se deseja:

  1. Eleja seu propósito e o transforme em seu projeto. Não podemos mudar ou tentar fazer tudo de uma vez. Esqueça seu cérebro multitarefa e não queira modificar tudo em um instante. Quando conseguir automatizar o primeiro, passe ao segundo.
  2. Reflita sobre sua meta. O que quero? Por quê? Para quê? Com quê? O “com que” refere-se aos seus pontos fortes, valores e atitudes para consegui-lo.
  3. Faça com que ele caiba no seu dia-a-dia. Não importa o que deseja iniciar, é preciso tempo. Se não abrir um espaço em sua agenda e o transformar em rotina, o normal é que termine postergando o que agora não faz parte de sua vida. E comece devagar, é melhor devagar e mal feito do que não feito.
  4. Ressalte seu objetivo. Tudo aquilo que não faz parte de nossa ordem habitual é fácil de ser esquecido. Se tem uma agenda, marque com caneta marca-texto. Se utiliza o alerta do celular, crie um diário com o novo objetivo. Não abuse de sua memória e do “deveria ter me lembrado”.
  5. Cerque-se de todo o necessário, assim não terá desculpas para não começar. Por exemplo, se está de dieta, compre os alimentos do regime; se começou a praticar esportes, busque a roupa que irá usar, deixe pronta para o dia seguinte, ou se começou a tirar fotos, prepare o material para o dia de trabalho
  6. Comece hoje. Não existe nenhum estudo com rigor científico que relacione a segunda-feira ou o primeiro dia de janeiro exclusivamente com o começo de um novo hábito. A terça-feira e a quinta são dias tão bons como qualquer outro. Deixar tudo para a segunda é outra maneira de postergar e deixar que a preguiça vença sua força de vontade. O melhor dia para começar algo é hoje.
  7. Emocione-se. As emoções avivam a lembrança, produzem bem-estar, e estar apaixonado pelo que se faz fideliza o hábito. Busque como se sente, o que irá conseguir, como irá melhorar sua vida. Aproveite e esteja presente.
  8. Não escute a voz interior que lhe diz que está cansado, qual o sentido disso e que a vida é muito curta para não ser aproveitada. Nosso cérebro está muito treinado para criar desculpas e continuar na zona de conforto. Essa voz interior é muito forte e pode ser muito convincente.
  9. Seja disciplinado. Leve seu hábito a sério. E levá-lo a sério não significa se tornar sério, mas que seja uma prioridade, algo para dedicar seu valioso tempo. E que tenha um lugar especial em sua agenda.
  10. Transforme seu novo hábito em sua filosofia de vida. Isso lhe dará outra dimensão e calma. Não se trata de aprender algo agora, mas aproveitar e saber que tem toda a vida para praticá-lo. Se, por exemplo, decidiu começar com a atividade física, não se sinta mal se pular um dia. Tem amanhã, o dia depois dele e toda a vida para fazê-lo. Não se trata de sentir-se culpado. Essa emoção não agrega nada. Só é preciso ser disciplinado e ter seriedade. Se for realmente algo importante, amanhã voltará a fazê-lo. Não é tudo ou nada. É incorporar algo bom para cada um e encaixá-lo na vida para aproveitar, não para que seja mais um sofrimento no caso de não poder realizá-lo um dia.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Adesivo para tratamento de Alzheimer começa a ser distribuído pelo SUS de graça

Pra quem não sabe, a doença de Alzheimer é uma enfermidade que não tem cura e que se agrava ao longo do tempo, mas, graças a ciência e tecnologia ela pode e deve ser tratada.

A maioria de suas vítimas são pessoas idosas. Talvez por isso, Alzheimer tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência ou ainda perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), na qual é causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre seus sintomas, garantindo assim melhor qualidade de vida ao paciente e também à família.

E os portadores do mal de Alzheimer podem contar agora com um aliado no combate à doença, um adesivo transdérmico (que passa pela pele) substitui a medicação via oral. O adesivo, apelidado de Exelon Patch, é vendido com prescrição médica e deve ser aplicado uma vez ao dia em qualquer parte do corpo do portador.

O medicamento substitui os dois comprimidos diários do método tradicional de tratamento.

Os brasileiros que sofrem do Alzheimer não precisarão comprar o adesivo de rivastigmina. O medicamento aplicado na pele será distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, SUS.

O adesivo tem como objetivo diminuir os efeitos colaterais da doença, como náuseas, vômitos e perda de apetite. Isso porque ele leva o princípio ativo direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo do portador.

Tratamento no SUS

A rivastigmina já vinha sido distribuída no SUS, mas em forma de cápsula e solução via oral. Além dela, o SUS oferece outros medicamentos para tratamento de Alzheimer, como por exemplo, a donepezila e a galantamina.

O Alzheimer, para se ter ideia, atinge em média 7% dos idosos, e o seu sintoma mais conhecido é a perda de memória.

É a ciência a favor do bem estar de todos!