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Benefício suspenso ou cancelado?

Se você teve seu benefício suspenso ou cancelado pelo INSS, deixando de receber o seu valor mensal, procure saber quais foram as razões e buscar soluções para o restabelecimento.

Os benefícios mais prejudicados pela operação pente-fino foram as aposentadorias por invalidez, auxílio doença e benefício LOAS.

Muitos são os motivos apontados para a suspensão ou o cancelamento do benefício previdenciário pelo INSS, e que geralmente podem ser resolvidos rapidamente por um advogado de sua confiança.

Veja os principais pontos de atencção que podem ocasionar benefício cancelado, suspenso ou bloqueado pelo INSS:

Primeiro você precisa saber quais foram as razões de o seu benefício ter sido suspenso ou cancelado pelo INSS, pois você está incapacitado para trabalhar e precisa do valor concedido pelo benefício para o seu sustento.

Em segundo lugar, você precisa saber o porquê dessa suspensão ou cancelamento para tomar uma providência para tentar restabelecer o benefício.

Em terceiro lugar, em alguns casos, você precisa tomar providências para não ser penalizado pelo INSS, e vir a responder um processo criminal.

Muitas vezes ocorre bloqueio do benefício por erro do próprio INSS. Outras vezes, no caso de ser indeferido o benefício no ato da perícia médica realizada por médico do INSS, este médico perito não é especialista na doença do segurado.

Então no caso de suspensão, cancelamento ou bloqueio de seu benefício previdenciário, não deixe de buscar o seu direito, procurando um profissional especializado e de sua confiança para analisar o seu problema para lhe orientar e apontar possíveis soluções. Qualquer duvida entre em contato.

Delirium ou demência: especialistas ensinam como distinguir

Em um primeiro momento, a pessoa diz algo coerente e de pleno acordo com a realidade. Cinco minutos depois, não sabe mais exatamente onde está – se em casa, no hospital ou mesmo em outra cidade. Mais alguns minutos e faz um comentário de quem parece ciente do que se passa ao redor. Em se tratando de alguém mais velho, caberia a pergunta de quem observa o quadro: seria um caso de manifestação da doença de Alzheimer?

Para responder a essa pergunta, adotemos de início uma resposta bastante cuidadosa: é possível que não seja. Isso porque, de acordo com a descrição do parágrafo anterior, o idoso em questão parece estar em uma condição de confusão mental, alternando percepções realistas e outras não factuais.

Pois esse comportamento é característico de uma síndrome muitas vezes confundida com o Alzheimer: o delirium. “Ele é caracterizado por uma oscilação de atenção”, afirma Daniel Campi de Andrade, neurologista do Hospital Sírio-Libanês. “Nessa situação, o paciente interpreta de forma distorcida fragmentos da realidade.”

Assim, entre idas e vindas da percepção, a pessoa tangencia o que é verdadeiro, mas logo entra em uma linha de raciocínio fantasiosa. “Alguém que esteja em um leito de hospital pode repentinamente achar que o cateter do soro é um fio que lhe dá choque, isso por causa da picada da conexão na veia, ou que é uma cobra que veio mordê-lo”, exemplifica Andrade.

Segundo o especialista, é, de certa maneira, um comportamento semelhante ao de quem bebeu além da conta e alterna falas lúcidas com comentários sem nexo.

Diagnóstico do delirium

Mas, afinal, como diferenciar essa condição do surgimento do Alzheimer? Antes de mais nada, é preciso salientar que quem dará um diagnóstico preciso é o neurologista ou o geriatra. Porém, é possível adiantar alguns sinais que diferenciam uma patologia da outra.

A marca mais característica do delirium é mesmo a flutuação de pensamento, causada por uma grande dificuldade de atenção. E provoca, inclusive, alucinações, como a visão de insetos e mesmo de pessoas.

Essa síndrome pode surgir devido a uma série de fatores. “Costuma estar associada a um estresse biológico”, afirma Andrade. É o caso de uma infecção grave, por exemplo. Ou à administração de um medicamento que a pessoa não tomava antes e que passa a interagir com outros de que ele faz uso.

Também pode ser ocasionada por uma dor não tratada. Ou por variações nos níveis de glicose e de nutrientes como sódio e potássio. E até pela baixa luminosidade – como quando o paciente fica restrito a um quarto muito escuro – ou por noites mal dormidas.

O delirium é mais verificado em indivíduos na faixa dos 70 anos ou mais de idade. “Ele aparece muito quando o idoso está internado”, diz Sonia Bruck, neurologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“Isso porque, nessa situação, em geral a pessoa recebe muitas doses de medicamentos, sua rotina é alterada, idem para a alimentação, e ela se movimenta pouco”, explica.

Tudo isso a deixa mais fragilizada e propensa a episódios de delirium. Quem fica acamado em casa também tem mais chances de sofrer com ele. “É comum em pacientes com fratura de fêmur”, afirma.

Pronto-socorro

Diferentemente do Alzheimer, que possui um tratamento próprio e focado na doença em si, o delirium pede providências que erradiquem sua causa.

Assim, Sonia alerta para a necessidade de levar a pessoa ao pronto-socorro quando ela apresenta sinais do distúrbio. “Não dá para esperar pela consulta mensal no geriatra”, reforça. “Se o delirium estiver sendo provocado por uma infecção, ela deve ser combatida o quanto antes.”

Outra de suas características é a temporalidade. “O delirium dura entre horas e dias”, dimensiona a especialista. “O Alzheimer se estabelece mais lentamente, não da noite para o dia. É caracterizado por lapsos de memória que se acentuam com o tempo, em uma condição mais permanente que não tem a ver só com confusão mental passageira e dificuldade de atenção.”

Mas, para complicar um pouco essa separação entre um e outro, o delirium também pode aparecer como sintoma de um princípio de Alzheimer. Ou ainda, o paciente pode não se recuperar totalmente da confusão mental temporária, e sua cognição ficar prejudicada permanentemente. “Ocorre quando o cérebro já estava em um limite e, assim, a pessoa não volta mais a ser como era”, afirma a neurologista.

Em suma: uma investigação do quadro por parte de especialistas é fundamental – seja para eliminar o mal que provoca um desarranjo mental provisório, seja para encaminhar um tratamento adequado para uma doença degenerativa de longo prazo.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Câncer de pele: 13 mitos e verdades

A cor de dezembro é laranja. É o mês em que são esclarecidos mitos e verdades sobre câncer de pele, doença que faz 165.580 novos casos por ano no Brasil – considerando apenas os não melanoma.

O número faz com que seja o câncer mais incidente entre a população brasileira, representando quase 30% dos casos, segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva) para este ano.

Proteger-se, no entanto, é simples. E começa pela diminuição da exposição aos raios solares e pelo uso do protetor. “Pode ser passado em casa, depois do banho, ainda sem roupa, e esperar secar”, sugere a dermatologista do HCor Dolores Gonzales Fabra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Confira, a seguir, 13 mitos e verdades sobre o câncer de pele.

1. A radiação é mais intensa no verão.V

Verdade. Mas, no Brasil, que concentra boa parte do território em áreas tropicais e subtropicais, a radiação continua forte mesmo no inverno. É preciso manter os cuidados com a pele diariamente, em qualquer época.

2. Quanto maior o fator de proteção solar, melhor o protetor.

Mito. O número ao lado do FPS (Fator de Proteção Solar) está relacionado ao tempo que uma pessoa pode permanecer sob o sol sem que seja provocada vermelhidão na pele. Se são 15 minutos ou se é 1 hora, depende do indivíduo.

3. O FPS 60 é duas vezes melhor do que o FPS 30.

Mito. Quanto maior o FPS, mais tempo de exposição a pessoa pode ter sem que haja vermelhidão na pele. Mas, segundo Dolores, o FPS 60 não se traduz no dobro do FPS 30. “Vai durar apenas um pouco mais de tempo”, sinaliza.

4. Protetor físico (composto de minerais, que formam uma barreira refletora dos raios) é melhor do que químico (com moléculas que absorvem a radiação).

Mito. Ambos protegem. Mas o físico é mais indicado para pessoas com peles sensíveis, já que o potencial irritativo é menor, de acordo com a médica.

5. O número de homens que deve desenvolver câncer de pele neste ano é maior do que o de mulheres.

Verdade. Para o Brasil, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele não melanoma entre homens e 80.410 nas mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. E o maior número de casos entre o sexo masculino se justifica por razões comportamentais, segundo a dermatologista. “Eles se expõem mais e se cuidam menos.” As mulheres, diz ela, se preocupam mais com o envelhecimento da pele.

6. Quanto mais clara a pele, mais protetor deve ser aplicado.

Mito. A recomendação é aplicar uma colher de chá no rosto, no pescoço e nas orelhas; duas colheres de chá para o tórax e as costas; uma colher de chá para cada braço e duas colheres de chá para cada perna.

7. Existe exposição ao sol 100% segura.

Mito. Mas é certo que a pessoa está mais protegida se estiver com filtro solar, chapéu e roupa anti-UV, por exemplo.

8. Depilação a laser ou com luz pulsada pode ser um fator para o surgimento do câncer de pele.

Mito. Esses tipos de fonte de luz não causam câncer de pele. A médica recomenda, no entanto, que seja evitada depilação a laser ou luz pulsada em áreas com pintas.

9. Câmaras de bronzeamento artificial aumentam o risco de câncer de pele.

Verdade. Em 2009, elas foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Desde aquele ano, são proibidas de serem utilizadas no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

10. O câncer de pele é sempre uma pinta escura.

Mito. Dolores explica que há diversas cores e tonalidades, como os da cor da pele, os que parecem feridas e os pretos, avermelhados e vinho.

11. Mesmo quem não tem parentes com câncer de pele deve procurar o dermatologista uma vez ao ano.

Verdade. A recomendação é que seja feito acompanhamento anual com um especialista.

12. A maior longevidade exige mais cuidado com a pele.

Verdade. A radiação tem efeito cumulativo. Logo, aqueles longos e demorados banhos de sol da infância e da juventude vão se somando às exposições ao longo dos anos.

13. Pintas pretas são sinais de tumores.

Mito. A pinta precisa ser examinada pelo dermatologista para avaliação. É preciso, no entanto, estar atento à regrinha ABCDE, divulgada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e verificar se a pinta tem:

A, de assimetria entre as metades;

B, de bordas irregulares;

C, de cores, com variação da coloração ao longo do tempo ou tonalidades diferentes;

D, de dimensão superior a 6 mm;

E, de evolução, com crescimento e mudança de cor, por exemplo.

Nesses casos, é preciso procurar um dermatologista.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Sete dicas para melhorar a qualidade de vida do paciente com Parkinson

Os riscos de doenças crônicas, como a de Parkinson, aumentam progressivamente com a maior expectativa de vida da população. No mês de abril, existem duas datas para conscientizar a população sobre a doença: Dia Nacional do Parkinsoniano (4 de abril) e Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11 de abril). A doença, que afeta cerca de 200 mil brasileiros acima de 60 anos, ainda não possui medicações que impeçam sua evolução.

“Nestes casos, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento geriátrico e neurológico são fundamentais para manter a autonomia do idoso”, afirma o geriatra da Cora Residencial Senior, Rodrigo César Schiocchet da Costa.

Ele explica que é muito importante que os sintomas sejam diagnosticados logo no início, para que os tratamentos (com remédios e terapias não medicamentosas) possam amenizar os sintomas característicos da doença. “Lentidão motora, rigidez nas articulações, tremores e desequilíbrio são os principais sintomas, mas também há outros, como diminuição do olfato, alterações intestinais e problemas com o sono”, orienta o geriatra.

O que é

O Parkinson, descrito pela primeira vez em 1817 pelo médico inglês James Parkinson, é uma doença neurológica, progressiva e não tem cura. Costuma se manifestar por volta dos 60 ou 70 anos de idade e atinge o sistema nervoso central, afetando a movimentação muscular do idoso. É caracterizada pela lentidão nos movimentos, tremor que aparece principalmente quando a pessoa está em repouso, rigidez da musculatura e instabilidade da marcha.

Segundo a Associação Brasil Parkinson, trata-se de uma degeneração de células cerebrais que produzem a dopamina, uma substância responsável por conduzir as correntes nervosas (neurotransmissores) a todas as partes do corpo. Com a diminuição, ou até mesmo a falta dessa substância, os movimentos são afetados, fazendo com que a pessoa desenvolva o Mal de Parkinson.

Tratamento

Com um diagnóstico precoce, é possível que o indivíduo tenha qualidade de vida e consiga conviver com a doença por anos. São alguns os tipos de medicamentos que podem ser utilizados no tratamento, mas cada paciente precisa de um acompanhamento médico individualizado e regular, o que é fundamental.

Além disso, só tomar os remédios não é o suficiente. Faz-se necessária uma complementação com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, que são peças-chave na melhora da qualidade de vida dos portadores de Parkinson. “Além do tratamento clínico, também existem algumas cirurgias que minimizam os sintomas. Mas é preciso uma avaliação criteriosa para saber quem pode ou não se beneficiar com esse procedimento”, explica Costa.

“Hoje, vemos pacientes há 15 anos com Parkinson, o que antes não era comum. Isso ocorre porque os pacientes são mais bem conduzidos do ponto de vista médico”, avalia o geriatra. Ele explica que orientar a família em relação aos riscos e aos cuidados mais direcionados permite aumentar a sobrevida e a funcionalidade dos idosos. Assim, com exercícios e adaptações, o portador de Parkinson pode melhorar sua autonomia e preservar sua independência, mesmo com a evolução da doença.

Estratégias para o bem-estar

1 – Diagnóstico precoce

É importante que o diagnóstico seja feito na fase inicial, para que o médico tenha condições de orientar as mudanças no estilo de vida. Quanto mais cedo começar o tratamento com o idoso e a família, melhor será o controle da evolução da doença. Com as medicações introduzidas no momento certo, ela pode se tornar menos agressiva ao paciente.

2 – Apoio da família

A doença envolve toda a família e as pessoas que cuidam do idoso. Por isso, todos devem participar do tratamento para conhecer melhor o problema, aprender a lidar com ele, tirar dúvidas do dia a dia e, assim, contribuir para o bem-estar do paciente.

3 – Atenção multidisciplinar

O apoio de profissionais de várias áreas, junto com o tratamento medicamentoso específico, pode reduzir os sintomas. Além do médico, os cuidados de uma enfermeira; de um fonoaudiólogo, que consegue conciliar a melhora da fala e da deglutição; de fisioterapeutas e educadores físicos, que estimulam a parte motora; e de nutricionistas, que orientam a alimentação, melhoram o cotidiano do paciente.

4 – Vida social

O idoso deve ser estimulado também a participar das atividades sociais e a manter sempre o contato com os amigos. Essas relações são essenciais para a qualidade de vida.

5 – Controle dos sintomas

As medicações atenuam os sintomas da doença, mas é imprescindível um tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde que envolva exercícios e adaptações para melhorar a autonomia e preservar a independência do paciente.

6 – Risco de queda

É importante gerenciar o risco de queda, adaptando equipamentos e móveis na casa, pois é um grande risco para perda de funcionalidade no idoso.

7 – Saúde em dia

A prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais são muito importantes para envelhecer com saúde. Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol, respeitar o horário do sono, visitar o médico periodicamente e evitar o cigarro e álcool são medidas preventivas essenciais.

Fonte: institutomongeralaegon.org

Febre amarela: vacinar idosos requer atenção especial, alerta SBGG

Com o objetivo de orientar a população sobre a imunização de pessoas com mais de 60 anos contra febre amarela, a Comissão de Vacinação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) elaborou um documento com perguntas e respostas divulgado no site da instituição.
Presidente da Comissão de Vacinação da SBGG, a geriatra Maisa Kairalla explica que, por se tratar de uma vacina que utiliza o vírus vivo atenuado, é imprescindível que os idosos passem por uma avaliação médica antes de receberem a dose da vacina.

“Após os 60 anos de idade, algumas pessoas apresentam queda das defesas do sistema imune, um processo natural do organismo”, explica a especialista. Ela lembra ainda que alguns idosos usam medicamentos imunossupressores ou apresentam problemas de saúde graves, o que reforça ainda mais a importância de se haver uma avaliação médica prévia.

Veja abaixo o documento divulgado pela SBGG:

1 – Idosos podem tomar a vacina contra a febre amarela?

R – Nos idosos, é maior o risco de reações adversas causadas pela vacina. Os idosos apresentam um envelhecimento natural do sistema imune, chamado imunossenescência, o que acarreta em uma maior incidência de efeitos colaterais. Portanto, recomenda-se maior cautela nesta faixa etária e a decisão sobre vacinar ou não o idoso contra a febre amarela deve ser individualizada, levando em consideração os riscos e benefícios da vacina. Dessa forma, os idosos que residem ou precisarão permanecer por tempo prolongado em áreas de maior risco para a doença, que têm bom estado de saúde e que não apresentem contraindicações à vacina (ver abaixo) podem ser candidatos a tomarem a vacina.

2 – Quem não pode tomar a vacina contra febre amarela?

R – Como esta vacina é constituída por vírus vivo atenuado, pacientes com condições que deprimem a imunidade possuem risco substancialmente maior de reações graves. Portanto, pessoas com câncer, doenças do timo, infecção pelo HIV, submetidas a transplante de órgãos ou que tomam medicações imunossupressoras (como quimioterapia ou corticoides em altas doses) não podem tomar esta vacina. Além disso, pessoas com histórico de reações alérgicas graves (anafilaxia) a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras) também não podem tomar.

3 – Quais as possíveis reações adversas à vacina da febre amarela?

R – Os efeitos colaterais mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão no local de aplicação, que geralmente duram um ou dois dias. Manifestações gerais, como febre, moleza e dores de cabeça e muscular também podem surgir. Embora muito raros, podem acontecer eventos graves: reações alérgicas, doença neurológica (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e doença em órgãos (infecção pelo vírus da vacina causando danos semelhantes aos da doença). Tais eventos, como já citado, ocorrem com frequência maior nos idosos.

4 – Uma dose da vacina durante a vida contra a febre amarela é realmente suficiente?

R – Sim. Desde 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose da vacina.

5 – O que devem fazer os idosos que não podem tomar esta vacina?

R- Aqueles que não podem tomar a vacina devem evitar viagens a locais de maior risco para a doença. Caso a viagem seja inevitável ou o idoso resida em área endêmica, recomenda-se, sempre que possível, o uso de métodos de barreira, como repelentes, roupas longas e telas de proteção contra mosquitos.

Fonte: institutomongeralaegon.org

BENEFÍCIO ASSISTENCIAL (LOAS) – O que é e como funciona

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O que é o Benefício Assistencial

O Benefício Assistencial (ou Benefício de Prestação Continuada – BPC) é a prestação paga pela previdência social que visa garantir um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover à própria subsistência ou de tê-la provida por sua família. Pode ser sub-dividido em Benefício Assistencial ao Idoso, concedido para idosos com idade acima de 65 anos e no Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência, destinado às pessoas com deficiência que estão impossibilitadas de participar e se inserir em paridade de condições com o restante da sociedade.

O Benefício Assistencial é garantia constitucional do cidadão, presente no art. 203, inciso V da Constituição Federal, sendo regulamentado pela Lei 8.742/93 (Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS).

Muitas pessoas chamam esse benefício de LOAS. Essa é uma denominação equivocada, embora seja extremamente comum, visto que LOAS é a Lei que dá origem ao benefício.

Quem tem direito ao Benefício Assistencial

Tem direito ao benefício os idosos com idade acima de 65 anos que vivenciam estado de pobreza/necessidade (o antigo conceito de estado de miserabilidade), ou pessoas com deficiência que estão impossibilitadas de participar e se inserir em paridade de condições com o restante da sociedade, e que também vivenciam estado de pobreza ou necessidade.

Destaca-se que para obtenção do benefício não é preciso que o requerente tenha contribuído para o INSS, bastando que este preencha os requisitos que serão apresentados abaixo. Portanto, contribuições previdenciárias NÃO são um requisito.

Requisitos do Benefício Assistencial

No que concerne aos requisitos para obtenção do benefício, o idoso precisa ter 65 anos ou mais e comprovar o estado de pobreza ou necessidade. Já a pessoa com deficiência deve comprovar, além do estado de pobreza ou necessidade (requisito sócioeconômico), que possui deficiência e que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Assim, em síntese, o Benefício Assistencial possui os seguintes requisitos:

Para o idoso:

  • Ter mais de 65 anos de idade.
  • Vivenciar estado de pobreza/necessidade.

Para o portador de deficiência:

  • Possuir deficiência (pode ser de qualquer natureza) que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (art. 3º, inciso IV da Lei 13.146/2015).
  • Vivenciar estado de pobreza/necessidade.

CadÚnico

Com a publicação do Decreto nº 8.805/2016, a inscrição no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico – passou a ser requisito obrigatório para a concessão do benefício. O cadastramento deve ser realizado antes da apresentação de requerimento à unidade do INSS para a concessão do benefício.

Grupo familiar

Compõem a família do beneficiário do Benefício Assistencial o cônjuge ou companheiro, os pais (inclusive madrasta ou padrasto), irmãos solteiros, filhos solteiros, enteados solteiros e menores tutelados. Desde que todos vivam sob o mesmo teto.

Conceito de incapacidade

Outra questão que é bastante debatida é o conceito de incapacidade, sendo que a jurisprudência dominante entende que a incapacidade para a vida independente não é só aquela que impede as atividades mais elementares da pessoa, mas também a impossibilidade de prover seu próprio sustento.

Logo, a incapacidade parcial e temporária também pode ser suficiente para o deferimento do benefício.

Cumulação do Benefício Assistencial com outros benefícios

O Benefício Assistencial não pode ser acumulado com outros benefícios previdenciários ou outro benefício de prestação continuada.

Qual o valor do Benefício Assistencial?

O valor do Benefício Assistencial é de um salário mínimo e não há décimo terceiro salário.

Revisão e cessação

O Benefício Assistencial deve ser revisto a cada dois anos, para verificar se o beneficiário ainda reúne as condições de concessão do benefício, cessando imediatamente no momento em que superadas as condições ou com a morte do beneficiário.

Fonte: Previdenciarista

Cursos de Extensão para 3ª Idade: uma oportunidade de negócios para as faculdades

Existe no Brasil uma lacuna de negócios que podem ser ofertados a aposentados ou pessoas da 3º idade através de cursos de extensão das faculdades, universidades ou centro universitários. Hoje no Brasil são mais de 2.364 Instituições de Ensino Superior – IES, com mais de 33 mil cursos de graduação, e diversas pós-graduações, tanto presenciais quanto a distância que estão a pleno ritmo entre oferta e demanda, mas os cursos de extensão ainda não estão em um bom ritmo de ofertas.

Segundo o MEC:

“Os cursos de extensão não são, necessariamente, de pós-graduação já que são oferecidos tanto para alunos formados, como os que estão formação ou que ainda não tenham entrado para universidade. Ou seja, diferentemente dos demais cursos, a extensão universitária não tem como pré-requisito a graduação em curso superior para que os interessados possam se matricular em um dos inúmeros programas oferecidos pelas mais de 2.300 IES espalhadas pelo País. Como são abertos à sociedade, qualquer pessoa pode se inscrever desde que atenda os pré-requisitos estipulados pelas próprias instituições.”

Apesar das universidades se caracterizarem pela indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão, o requisito “extensão” deixa muito a desejar tantos nas IES federais e estaduais quanto nas privadas.

Entendo essa lacuna de mercado das IES como uma “miopia de marketing”, pois muitos dos mais de oito milhões e trinta e quatro mil alunos têm pais ou parentes próximos na terceira idade ou aposentados, os quais são potenciais “alunos/clientes” das IES em cursos de pós ou mesmo graduação.

Muita gente da seniorlescência que voltar a estudar e tecer o “segundo tempo” da carreira profissional, naquilo que sempre sonhou em fazer, mas não teve chance durante as fases da vida anteriores, ou por já ter se estabelecido em uma atividade profissional, mesmo não sendo aquela dos sonhos.

Os diretores das IES deveriam enxergar os cursos de extensão como potencial porta de entrada desses novos alunos seniores. Fazendo uma extensão aqui e ali, esse público 50+ pode se animar e decidir cursar uma graduação ou uma pós na sequência.

Sendo bem objetivo e prático, segue aqui uma lista de cursos de extensão que as IES podem investir para trazer a comunidade ainda mais para suas atividades e eventos com foco em atrair esse público seniorlescente:

  1. Aprendendo a modelar um negócio (para quem quer abrir uma pequena empresa);
  2. Como utilizar redes sociais para vender produtos e serviços ou fazer amigos;
  3. Inglês e espanhol para negócios e viagens;
  4. Como utilizar melhor orçamento familiar;
  5. Quero me tornar um consultor e palestrante.

Cada um que chegou aos 50 anos, tem a bagagem cheia de expertises, boa rede de relacionamentos e muito ainda a aprender e a oferecer em 2018. Feliz Ano Novo com novos planos, metas e conquistas. Saia da zona de conforto, saia dos aposentos, Sr. ou Sra. aposentado(a)!

Fonte: institutomongeralaegon.org

Em busca do envelhecimento saudável

Um dos principais desafios da geriatria é fazer com que as pessoas tenham um envelhecimento ativo e funcional, que preserve a autonomia do idoso. O risco da dependência física, mental ou financeira é justamente o que mais preocupa a maioria dos brasileiros, mais até que a morte ou a velhice, segundo pesquisa recente do Instituto Datafolha. O temor tem a ver com o envelhecimento do país. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em 2050, os idosos serão 66,5 milhões de pessoas (29,3% da população). Ao mesmo tempo, a expectativa de vida aumentará e deverá passar dos atuais 75 anos para 81 anos nas próximas duas décadas.

Na maioria das vezes, a forma como envelhecemos é consequência dos nossos hábitos. Existem doenças com componentes genéticos que não vão mudar ao longo da vida. Mas a maioria das doenças crônicas e degenerativas está relacionada aos nossos hábitos de vida. “Tudo que fazemos no dia a dia vai ter consequências na forma como a gente envelhece. Se fizermos tudo de forma preventiva, o envelhecimento vai ser mais saudável”, afirma Rodrigo César Schiocchet da Costa, geriatra da Cora Residencial Senior, a maior rede de instituições de longa permanência para idosos da América Latina.

Por isso, é importante, mesmo que seja a partir dos 60 anos, quando a pessoa é considerada idosa, praticar exercício físico com frequência, manter alimentação equilibrada, evitar o fumo e o consumo de álcool, ter uma vida social ativa, controlar o estresse e a ansiedade e fazer acompanhamento médico preventivo, para evitar e diagnosticar as doenças precocemente. “Com moderação e hábitos de vida saudáveis é possível um envelhecimento mais funcional e autônomo. E o risco de depender de cuidados externos para viver é muito menor. Caso isso ocorra, que seja no finalzinho da vida, por um curto período de tempo”, explica Costa.

Reserva de saúde

A orientação é não deixar para correr atrás do prejuízo lá na frente, quando as doenças já estão diagnosticadas. Mas o geriatra afirma que, uma vez estabelecida a enfermidade, isso não é sinônimo que a pessoa não tenha saúde. “O idoso pode ter pressão alta, diabetes, colesterol alto, ter tido um infarto e, ao mesmo tempo, pode ser saudável, desde que tenha uma rede de suporte, que esteja se sentindo ativo e funcional.”

De acordo com Costa, “ao longo da vida, se a pessoa consegue ter uma reserva funcional, caso ocorra um problema mais grave, ela terá condições de enfrentar a doença de maneira mais efetiva e ainda se manter saudável”. Veja a seguir os caminhos para a qualidade de vida na velhice:

1 – Acompanhamento médico

O controle da pressão arterial, do colesterol, do nível de glicose no sangue e do peso é importante para manter a saúde em dia, evitar e diagnosticar as doenças precocemente.

2 – Nutrição

Uma alimentação saudável e balanceada é fator de prevenção contra, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade.

3 – Atividade física

É importante ter estímulos para a prática de exercícios com frequência, seja uma caminhada leve ou uma ginástica em grupo. Algumas atividades também unem a memória ativa, o corpo saudável e a vida social, como a dança de salão.

4 – Estímulos cognitivos

As atividades intelectuais como ler, escrever ou aprender coisas novas melhoram as conexões cerebrais. Quando aprende um novo idioma ou faz uma pesquisa na internet, por exemplo, além dos desafios, o idoso consegue uma melhora cognitiva.

5 – Vida social

A solidão não faz bem para a saúde. Para ter uma ideia desse problema, o Reino Unido até criou recentemente um Ministério da Solidão para combater o isolamento das pessoas, que é tratado como uma “epidemia oculta”.

6 – Cultivar amigos

Ter vínculos com outras pessoas promove mais sensação de bem-estar. Estudos já comprovaram o valor das relações na velhice. Por isso, é imprescindível manter as antigas e criar novas amizades.

7 – Dormir bem e administrar o estresse

A pessoa que não tem uma noite de sono de qualidade pode ter estresse, irritabilidade, cansaço e sonolência. Além disso, dormir mal por muito tempo pode trazer diversos problemas de saúde, como pressão alta, ansiedade, falhas de memória e dificuldade para emagrecer.

8 – Gerenciar risco de queda

As quedas são um dos grandes riscos para perda de funcionalidade no idoso.

Fonte: institutomongeralaegon.org

6 maneiras de treinar seu cérebro a lidar com a ansiedade, mal que afeta 13 milhões de brasileiros

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Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo.

No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica. “Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental.”

Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver habilidades para lidar com o transtorno.

Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.

1 – Monitore os seus pensamentos

Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. “Pessoas com transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse tipo de preocupação”, descreve a pesquisadora.

Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como o “momento da preocupação” e se permitir um período limitado de tempo para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.

“A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro momento do dia, quando você chegar no momento designado para a preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez”, explica Remes.

2. Faça atividades físicas e pratique meditação

A famosa citação latina “uma mente sã num corpo são” não é gratuita. Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode ajudar mentes ansiosas.

Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na revista “Nature”, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.

“Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande”, afirma Remes. “Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta.

3. Encontre um propósito – nem que seja cuidar de seu animal de estimação

Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro “Em busca de sentido: Um psicólogo no campo de concentração”, no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.

De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo vivendo situações difíceis.

Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com ansiedade. “Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante para finalizar”, afirma.

No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.

“Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a dar um tempo de si mesmo”, explica. “Ter outras pessoas em mente é muito importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos mais difíceis.”

4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)

Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.

Embora controlar quais pensamentos te vêm à mente seja impossível, é possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver estressante, busque ouvir uma música que te conforte – ou mesmo mude a maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar emocional do indivíduo, aponta Remes.

Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente, focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma forma de amenizar seus efeitos. “Reconheça que esses pensamentos catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são apenas eventos mentais que irão passar”, diz Remes.

5. Viva no presente

A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso. Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes aponta que é importante manter um foco constante no que você está fazendo agora.

“Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo. Simplesmente viva no presente”, diz.

6. Busque terapia

Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.

Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma como entendemos eventos internos e externos – e não o evento em si – é que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.

De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de medicamentos, quando for possível optar. “Em muitos casos, medicamentos não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas retornam depois de um tempo”, aponta. Para a pesquisadora, trabalhar para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.

Fonte: g1.globo.com

INSS não pode ser responsabilizado por suicídio de segurado, entende TRF

O Instituto Nacional do Seguro Social não pode ser responsabilizado pela morte de um homem que se matou após ter benefício de auxílio-doença. Com esse entendimento, a 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou sentença que negou indenização por danos morais à família do segurado falecido.

O homem sofreu, em 2011, um acidente vascular cerebral (AVC) que o deixou com sequelas e impossibilitado de exercer a sua profissão de radialista. No mês de março de 2013, foi submetido à perícia para prorrogação do auxílio-doença, recebendo resposta negativa. Três meses após o indeferimento do benefício, ele se suicidou.

A família afirma que o cancelamento do auxílio-doença foi o que o levou ao suicídio, pois o segurado se sentia humilhado por não conseguir sustentar a família. O INSS alegou que o radialista renovou a carteira de habilitação em novembro de 2012 e foi considerado apto após exame médico pericial, tendo como fundamentar a capacidade para o trabalho.

A família ajuizou ação na 2ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) alegando ter sofrido dano moral e pedindo a condenação do INSS em R$ 500 mil. O pedido foi julgado improcedente, levando a família a recorrer ao tribunal. Eles alegam que a conduta da administração, ao indeferir o benefício previdenciário, foi ilegal e que deve ser considerada grave.

Segundo a relatora do caso, desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha,“somente se cogita de dano moral quando demonstrada violação a direito subjetivo e efetivo abalo moral, em razão de procedimento flagrantemente abusivo ou ilegal por parte da Administração, o que, no caso concreto, inocorreu” afirmou.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

5069087-58.2014.4.04.7100/TRF

Fonte: Conjur / amodireito